Um processo de licenciamento não é só o projeto. É também um conjunto de peças que descrevem o mesmo edifício em linguagem administrativa: calendarização, termos de responsabilidade, quadro sinótico, memória descritiva, fichas INE. Quase todas partem dos mesmos dados. Quase todas são preenchidas à parte.
Para o gabinete, isto significa horas que não são arquitetura. Alguém copia áreas, moradas, artigos de cadastro e nomes de técnicos de um ficheiro para outro, com o risco de uma célula ficar desatualizada e o processo voltar atrás.
Os documentos que mais repetem o mesmo
- Quadro sinótico e ficha INE, com áreas e tipologias que têm de bater certo.
- Termos de responsabilidade e identificações dos autores de especialidades.
- Calendarizações de fases e prazos que mudam sempre que o processo é devolvido.
- Memórias descritivas que voltam a explicar o que o desenho já mostra.
O custo invisível da repetição
Não é só o tempo de preencher. É o tempo de verificar. Quando o Município devolve o processo porque a área do quadro sinótico não coincide com a ficha INE, o gabinete não está a discutir o projeto. Está a procurar um número que já tinha, noutro sítio.
A este trabalho soma-se a variação municipal. Cada câmara pede o seu modelo, a sua checklist, o seu conjunto de anexos. Sem uma fonte única de dados do projeto, a equipa adapta o mesmo conteúdo à mão, processo a processo.
Preencher uma vez, gerar o resto
Na Cobalto AI para arquitetos, os dados do projeto são introduzidos uma vez. A plataforma gera a maior parte da documentação exigida e a checklist do município em função da localização e da operação urbanística.
O gabinete continua responsável pelo projeto. Deixa de ser responsável por copiar os mesmos campos para cinco formulários diferentes.